quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

PROJEÇÕES

E se tudo que nos cercasse e todas as pessoas que nos rodeassem fossem puros espelhos de nós mesmos? E se pudessemos, partindo deste ponto de vista, mudar a forma como enxergamos e aceitamos as situações?

Em Psicologia, o termo Projeção é utilizado para definir um comum mecanismo de defesa.Entenda como mecanismo de defesa nossos comportamentos que aparentemente nos protegem de um mal, de uma vergonha e de responsabilidade ou culpa. A projeção, ato de atribuir a uma outra pessoa, animal ou objeto as qualidades, sentimentos ou intenções que se originam em si próprio, pode ser tanto positiva quanto negativa, o resumo é que praticamente tudo que vivenciamos é projeção de nossas histórias e de nossas experiências.

Sabe aquele sentimento que tanto condenamos em nosso vizinho, será que não há nenhum resquício dele em nós? Sabe aquelas qualidades formidáveis que reparamos em nossa amiga, será que não reflete algo de nossas próprias qualidades?

De ante mão pode ser dito que nada pode ser despertado que já não exista dentro de nós. Ou seja, só posso sentir amor se tenho amor dentro de mim. Não há raiva que possa ser despertada se não tiver raiva adormecida. Não há desejos, nem necessidades, nem sentimentos puramente despertados pelo exterior. Nada é, em si, bom ou mau. A capacidade de enxergar no exterior e projetar sentimentos internos é comum, normal e, principalmente, inconsciente. Realizada de maneira tão rápida e corriqueira, fica até complexo compreender a amplitude das projeções em nossa rotina. Olhamos uma flor e dizemos como ela é bonita. Engano. A flor não é bonita ou feia em si, ela é um reflexo de todas vivências e histórias, de gostos pessoais e de uma resonância interna que deperta o sentimento do belo. Para qualquer outro pode ser simplesmente uma flor. Dizemos que aquele fulano é tão irritante e petulante. Estes são, novamente, reflexos projetivos de sua história sobre aquilo. Outra pessoa, como por exemplo a mãe do fulano, pode pensar que ele é divertido e sagaz. Assim pode ser citado muitos e muitos exemplos de como funciona, de maneira prática, esta projeção em nossa vida. O exterior necessita de conteúdos internos para que ganhe uma qualidade e um julgamento.

Outro fato interessante é a existência de filtros que são usados para captar a realidade que nos interessa. Quando estamos desejosas de engravidar, começamos a reparar em todas as grávidas, e de repente, parece que o mundo se encheu de grávidas. Grávidas, mães de pequenos filhos, lojas de bebês, tudo ganha destaque. Se a casa está em obra, começamos a reparar nas lojas de construção, nas obras em andamento, nos detalhes de acabamento das casas de amigos. São tantos estímulos recebidos por segundo que, para o bem estar e saúde mental, necessitam ser filtrados. Assim são desencadeado o foco de nossa visão, da audição e sentimentos. Agora, imagine que eu acredite que o mundo é feio e as pessoas injustas. Meu filtro estará tão atento a estes dados que apontará qualquer indício que satisfaça minha procura.

Importante trazer a responsabilidade por nossas projeções e sentimentos e, buscar alinhar nossos filtros com o que queremos perceber da vida. Digam que é um jogo do contente, mas é verdade. Quero ver a beleza, procurarei o belo, quero ver abundância procurarei abundância e o inverso também é verdadeiro. Procure a traição e encontrará. Procure dificuldades e elas estarão presentes e intensificadas pelo foco. Tudo depende do foco e dos filtros que estão sendo estimulados. Procure possibilidades em cada situação e perceberá, quase como mágica, que elas existem. Procure beleza e verá. Procure amor e ele estará presente em um simples piar de um pássaro. Resumidamente, o poder de escolher o que vemos depende de nossos sentimentos internos e dos filtros que são usados para absorver o exterior.

Bom Uso de suas ferramentas Internas.
Obrigada.
Marie Bize
Visite: www.mariebize.com.br

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